Seguidores da pagina revoltados com a situação que vem acontecendo com as árvores plantadas na década de 1980 e muitas em boas condições sanitárias vêm sendo erradicadas do perímetro urbano, transformando a paisagem da cidade e acendendo debates sobre gestão ambiental.
Quem caminha pelas ruas de São Jorge do Patrocínio, no Noroeste do Paraná, nota uma transformação silenciosa, mas profunda, no cenário urbano. Exemplares centenários da arborização municipal — em especial as sibipirunas (Cenostigma pluviosum) plantadas nos meados dos anos 1980 — vêm sendo gradativamente cortados.
O avanço do chamado “desmatamento urbano” na cidade atinge espécimes maduros que, segundo relatos e observação de moradores, apresentavam ótimas condições de saúde e cumpriam papel fundamental no microclima local.
A escolha das sibipirunas na década de 80 não foi casual. Com copas frondosas, crescimento relativamente rápido e grande capacidade de sombreamento, as árvores acompanharam o desenvolvimento da cidade e a consolidação de seus bairros. Quatro décadas depois, a perda dessas estruturas vegetais gera impacto direto na qualidade de vida dos moradores da região, marcada por altas temperaturas durante grande parte do ano.
Impactos Diretos da Supressão da Arborização:
A erradicação de árvores sadias altera de forma imediata os serviços ecossistêmicos prestados pela vegetação urbana.
No entanto, especialistas em arborização urbana ressaltam que o manejo adequado — com podas corretas de adequação e técnicas de engenharia que adaptam a calçada às raízes — costuma ser a alternativa preferencial antes de se optar pelo corte definitivo de espécimes saudáveis.
Em cidades de pequeno porte do interior paranaense, a substituição de uma árvore de 40 anos por uma muda recém-plantada exige décadas até que os mesmos benefícios ambientais sejam recompostos.



